segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Quando o Ouro vira Chumbo...

A filha (Gabriela) de um grande amigo meu, o maior e melhor na verdade, acaba de ingressar na faculdade. Irá cursar nos próximos anos os difíceis e insondáveis caminhos da mente humana e seus comportamentos incertos. Incerto também o caminho de quem deseja iniciar uma profissão.
Mais do que uma nova etapa de sua vida a Gabi vai encerrar um ciclo difícil e complicado de sua vida. É quando o ouro vira chumbo, numa alquimização reversa.
Nossa vida é dividida em várias etapas, ou camadas. Uma delas é o início da vida profissional, que se dá pelo estudo universitário ou pela profissão propriamente dita, sem que necessariamente tenha sido através de um curso superior.
A partir dai as pessoas deixam de olhá-la como uma adolescente ou uma criança grande. Agora ela está com um pé no mundo adulto e isso não vem de graça nem sem dor, mas, como é grandioso e gratificante esse caminho.
Novos horizontes, novas esperanças ("vamos mudar o mundo...!!!") e novas decepções, farão de Gabi uma mulher. A tolerância dos adultos irá diminuir, mas a admiração aumentará com o passar do tempo, e dos temores.
Não sei o percentual, mas sei que grande parte dos universitários brasileiros concluem seus cursos superiores e jogam o diploma em alguma gaveta segura. Não importa. Gabi está batendo a porta da maturidade. Vai se conhecer melhor e entender as coisas que passam a sua volta sob outra ótica. Vai entender as duras broncas dos pais, as brigas com os namorados, os conflitos com a mãe...ou talvez não entenda nunca...quem sabe? Ela saberá um dia.
Parabéns a Gabi e ao seu "Véio" por chegarem até aqui com dignidade e serenidade. Sorte a ambos, pois sem sorte não se chega até a padaria da esquina...

Para eles, abro um Chardonay Viu Manent, límpido, suave e sereno, para dar serenidade ao brinde, coloco pra tocar Chet Baker e seu quarteto (quarteto esse que fez a mais longa turnê europeia de jazz) tocando "Deep in a Dream" com o próprio Chet no trumpete, Charlie "bird" Parker no sax alto, Russ Freemman no piano, Bob Whitlock ao contrabaixo e Chico Hamilton à bateria. Som para todos os sonhos...

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei:
"... pois sem sorte não se chega até a padaria da esquina..."

Abraço, Véio!!!

Anônimo disse...

No site do Jaco (Ingrid's), tem uma página com uma curiosidade sobre o Jaco e o Bob Whitlock:

http://jacop.net/story_bass.html

Abraço,

Primo!