quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Amizade...

Aos Amigos....

Amizade...essa palavra diz muito sobre o que uma pessoa é ou como ela age.
Uma pessoa amiga não é, obrigatóriamente, alguém cheio de amigos, mas sim uma pessoa que muita gente a julga amiga. Comento esse tema porque muitas vezes não sabemos valorizar o verdadeiro amigo.
Como seres humanos que somos, temos paixões, ambições, frustrações e uma porção de "ões" que nos muda o rumo dia após dia. Porém, quando temos uma pessoa verdadeiramente amiga, temos alguém com quem contar nos momentos mais sinceros de nossas vidas.
Amigo, no meu ponto de vista, é aquele cara que senta ao seu lado para te ouvir ou para falar o que você precisa ouvir. Vai saber se colocar no seu lugar para tentar entender o seu ponto de vista mas, não vai anular sua opinião para te agradar.
Tenho poucos, mas bons amigos. Poderia contar-los nos dedos de uma mão. Não são muitos os dedos, não é verdade? Mas, com cinco dedos podemos fazer praticamente tudo. Assim também são meus amigos. Com eles me sinto seguro para fazer praticamente tudo. Não é possível imaginar a vida sem o suporte deles ou sem o carinho representado nos momentos mais fortes ou tristes.
Há alguns amigos que são de botecos, do futebol, de trabalho ou de infância. Também são amigos, porém de maneira diferente. Nos ajudam com descontração e com risadas, nos bares, com um suporte na hora de entregar um trabalho ou cumprir um objetivo, no trabalho, ou com a importante lembrança de que somos amigos desde os 5, 7, 9 anos de idade, mesmo que a última conversa franca e alongada tenha sido há cerca de 6 anos. São amigos, mas de maneira diferente (bis in iden).
Quero aqui prestar minha homenagem aos meus verdadeiros amigos, poucos, que restaram nos últimos anos, mas fortes, queridos, sinceros e presentes em minha vida. Alguns desapareceram, por esse ou aquele motivo, mas tiveram sua importância em determinado momento, com aquela amizade de retribuição e com interesse declarado, sem restrições. Foram amigos, não são mais. Provavelmente cairão no esquecimento, ficarão no limbo por um tempo e transitarão por outras amizades da mesma natureza. Sem mágoas ou rusgas, apenas diferentes. Entretanto, sem sinceridade.

Aos verdadeiros amigos, abro um Pinot Noir (poderia abrir uma caixa, se a tivesse), vinho de rara qualidade e de rara espécie, assim como os bons amigos e para tocar John Coltrane, com ele mesmo no saxofone, McCoy Tyner ao piano, Jimmy Garrison no contrabaixo e Elvin Jones na batera, a trupe toca para o momento com os amigos, "My Favorite Songs".

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