Segunda-feira passada fiquei sabendo que serei pai novamente.
É uma grande emoção e um sentimento muito profundo e constante esse. Como todo mundo, sou um ser cheio de defeitos e algumas qualidades e ser pai tem sido uma experiência que acaba por exaltar as qualidades pois pretendemos sempre passar o melhor para nossos filhos.
Vem vindo ai uma nova vida, um novo ser, para o qual, assim como a Luiza, vou me esmerar em ser presente, em amar esse bebê e principalmente, fazer de tudo para que o projeto de transformá-lo em ser humano, de verdade, seja bem sucedido.
A alegria é imensa e a agitação é incrível. Mesmo parado, meditando ou refletindo, dá pra sentir uma nova vida entre nós. Posso sentir o pulsar dessa criança, antes mesmo de ter tocado-a.
A mamãe fresca tá que não se aguenta também e juntos temos curtido muito essa etapa.
Tenho um amigo que diz que "esses bichinhos já vêm com o pãozinho embaixo do braço", numa referência a preocupação que a maioria, se não todos, dos pais têm, que é alimentar suas crias.
Alimentar não só de pão, mas de amor, afago, carinho, segurança, responsabilidade, princípios fortes e dignos. A tarefa não é fácil mas é extremamente simples, bastando ter em mente que não somos donos das vidas de nossos filhos e que portanto eles vão ter que se dirigir nessa vida. Assim, acredito que cabe a mim apoiar, estruturar e fundamentar enquanto crianças para que quando adultos possam se guiar sozinhos, sempre sabendo que eu estarei aberto para ajudá-los.
Agradeço a Deus por ter essa oportunidade tão única que é a paternidade. Nós homens não nascemos preparados para sermos pais, ao contrário, somos filhos, maridos, tios etc. A paternidade é um aperfeiçoamento, uma benção que ganhamos e onde temos a chance de crescer espiritualmente e passamos a (re)valorizar princípios que tivemos quando crianças. Cada sorriso de minha filha me nutre de tal forma que percebo que meu principal projeto nessa vida é o de ser um pai honesto, justo e carinhoso com meus filhos. Empregos, dinheiro, bens, amigos, enfim, tudo o que planejamos, programamos e capitalizamos durante nossa vida é secundário, mas não sem importância, apenas é o segundo motivo. O primeiro será sempre esse amor incondicional que desenvolvemos por essas pequenas criaturas que sabem muito mais do que nós e que nos propiciam momentos que valem uma vida.
Os próximos 7 ou 8 meses serão de preparativos materiais e psicológicos para recebermos a mais nova obra prima da natureza.
Para esse momento, como em alguns outros de rara emoção, toco o Kind Of Blue todinho e abro um Brut para brindar a nova vida que em breve nos estará brindando com aquilo de mais belo que um bebê tem, a pureza e a completude da vida.
terça-feira, 24 de abril de 2007
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