terça-feira, 21 de agosto de 2007

Retorno

Há quase 4 meses não escrevo nada aqui...
Posso usar uma dezena de argumentos:
Falta de tempo, assunto, esquecimento...e por ai vai.
Mas a verdade é que tenho valorizado pouco esse espaço aqui...
Escrever exige pensar (para não dizer muita besteira) e pensar dá trabalho...
É provável que ninguém leia esse espaço e portanto, eu poderia escrever o que quiser aqui...
Acontece que não é bem assim...Mesmo com um público reduzido, é preciso consideração...
Vou tentar retomar essa atividade que é tão prazerosa e que me faz tão bem....

Para dar esse segundo "pontapé", quero escrever sobre minha filhota Luiza.
Nossa, como cresceu, como deixou de ser um bebê para se tornar uma criança linda, espontânea, esperta como nunca vi...
Já manifesta desde cedo suas vontades. Com aquele olhar esperto e sincero, é capaz de me dizer muito mais do que os ditos "cultos" jamais diriam...
Filhos são a prova mais inequívoca de que existe Alguém superior...Um Deus perfeito.
O olhar, o carinho das mãos pequeninas, a sutileza da descoberta de um mundo novo...Tudo é maravilhoso quando se tem um pequenino ao lado.
Como é gostoso ouvir as primeira palavras...Ensinar os primeiros joguinhos...Sentar no chão e brincar como se fôssemos crianças novamente...Nossa, é muito bom...
Transformar uma criança em um Ser Humano de verdade é o projeto mais intenso e que exige a maior dedicação possível, mas nem por isso é estafante ou penoso...É difícil apenas...
Não conheço sensação mais intensa do que a de sentar e ter ao seu colo uma filha te olhando, levando um pedacinho de pão à sua boca, te pedindo para experimentar...
É uma extensão de seu ser, de sua vida que ali está materializada...
Um abraço, um beijo, uma gargalhada...é o maior presente que se pode ter nessa vida...
Sim, nos trazem preocupações, medos, ansiedade, angústia até... Mas porque somos imaturos...
Quem disse que somos nós quem escolhemos ter filhos? Será que não são eles que nos escolhem como pais? Quem disse que temos o poder de decidir algo?
Temos "apenas" o Dever de educá-los da melhor maneira possível. Passando-lhes valores coerentes, sinceros e humanos. Indicando o caminho da retidão e alertando-os sobre o errado.
A escolha será deles, sempre, mas essa escolha se dará baseada naquilo que ensinamos, que apresentamos a eles como correto.
Eles vão errar muitas vezes, mas precisam sentir que têm o porto seguro da família para curarem as feridas, perderem o medo de levantar e seguir adiante novamente.
Sou completamente apaixonado por minha pequena Luiza. Amo-a de maneira incondicional, mesmo sabendo que a maior parte do dia ela não se lembra de mim, eu a amo como se ela fosse a única coisa existente nesse mundo...
Esse amor se renova e agora começa a se preparar para o milagre da multiplicação...daqui alguns meses a Clarinha estará chegando e então...ai ai ai...serei o ser mais cheio de amor que essa Terra já abrigou...

Uma belíssima semana a todos...

Para não perder o costume, vamos brindar com um Chianti e ouvir um Coltrane...Hoje, sem títulos ou rótulos...

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